Corpo e mente em harmonia


Por: Elen Lisboa


Por muitos anos, o poder da mente foi objeto de estudo de diversos autores, como Augusto Cury, Joseph Murphy e Lauro Trevisan. Esses e muitos outros escritores tentaram “entender” o funcionamento e o modo de ação da mente. A conclusão que todos eles tiveram em comum é que os reflexos mentais podem favorecer a estagnação ou impulsionar as pessoas para frente.

Nos estudos atuais, no entanto, um novo fator tem ganhado evidência: o corpo. Foi descoberto que o corpo e a mente, por mais distintos que pareçam, estão diretamente interligados, principalmente em casos de doenças e distúrbios mais graves. Desta forma, ficou mais do que claro que ambos precisam estar equiparados para que haja harmonia.

O corpo é um organismo mental, um veículo de percepção projetado para facilitar as experiências através da mente. Desta forma, os colapsos corporais são consequências do mau uso dos sentidos e é através deles que surgem as doenças físicas. Algumas doenças como infecções agudas apresentam causas quase inteiramente físicas e podem ser tratadas exclusivamente num nível físico. No entanto, grande parte das patologias apresentam causas psicológicas, principalmente as doenças crônicas. De acordo com um estudo da Universidade Macquarie, da Austrália, as disfunções cerebrais começam naquilo que você se alimenta, isto é, comidas ricas em açúcares e gorduras podem prejudicar as funções cognitivas do cérebro e, assim, levar a uma doença grave.

Osho em seu livro “Corpo e mente em equilíbrio” desvenda os poderes e magnitudes do corpo e da mente. Ele identificou que o segredo para ter harmonia entre corpo e mente está em como lidamos com a rotina e com os problemas cotidianos. Embora tenhamos cuidados com o corpo, é comprovado cientificamente que quando ingerimos pensamentos negativos (frustrações, angústias e problemas externos), o nosso corpo passa por um processo de desgaste.

Já a mente pode ser comparada a um computador, pois tem o poder de armazenar informações e processar dados de uma forma rápida. O grande problema neste caso é que como qualquer computador, existem “arquivos” que jamais são esquecidos. No caso da mente, essas informações podem estar relacionadas a traumas de infância ou limitações pré-dispostas no contexto familiar, que ficam acumuladas durante anos até que em algum momento são exteriorizados – quase sempre da pior maneira.

No projeto de vida são essas informações armazenadas e o jeito como lidamos com elas que determinam se ficaremos estagnados ou não. Ou seja, se você não teve estímulos positivos dos seus pais durante a infância, a sua mente passa a acomodar essas frustrações e pensamentos negativos. Em algum momento da sua vida é preciso tomar uma decisão importante, mas você não está preparado para eliminar as crenças limitantes impostas pela sua mente e, desta forma, acredita que não é capaz de cumprir aquele desafio.

Neste caso, a culpa não é da sua mente, porque ela está apenas está reproduzindo os estímulos que recebeu durante anos. Por muito tempo os seus reflexos mentais foram de frustrações, impotência e incapacidade, não é de um dia para o outro que tudo isso irá mudar. O primeiro passo para fugir dos reflexos mentais negativos é trabalhar diariamente o seu lado positivo, tente colocar em mente que você é capaz de realizar e lembre-se que as crenças limitantes jogadas sobre você não são verdadeiras, apenas você é capaz de estabelecer o que pode fazer.

Uma ótima opção para eliminar essas crenças do corpo e da mente é através do Yoga, pois ele oferece desenvolvimento espiritual, com foco na autorrealização e na descoberta da verdadeira natureza humana. Ao praticá-lo você elimina sentimentos negativos, ativa o processo de autoconhecimento e harmoniza os pranas do seu corpo. Através do Yoga, é possível desprender-se da rotina frenética que, muitas vezes, pode ser nociva à saúde mental.
 
O mais importante para conquistar a harmonia entre o corpo e a mente é através do autoconhecimento, pois embora tenhamos uma mente e a usemos constantemente, por várias vezes deixamos de lado a sua importância. Ficamos presos às atividades mentais, não poupamos um pouco de tempo para tratá-la e, deste modo, deixamos de conhecer a nós mesmos. É necessário aprender a utilizar a mente de forma satisfatória, sem que a prejudiquemos com os nossa compulsividade em concluir as atividades cotidianas, forçando-a a trabalhar mais do que o necessário e deixando-a cada vez mais doente. Somente nos preocupando mais com o corpo e com a mente é que deixaremos de ser seres humanos mentalmente incapazes de lidar com a própria mente.  

* Elen Lisboa Rodrigues Bellandi é coach pela Erickson College e pela Integrated Coaching Institute (ICI), ambas credenciadas pela International Coaching Federation (ICF). Cursou com os professores de Harvard Robert Kegan e Lisa Laskow Lahey, na infraestrutura da Universidade, formação em Imunidade à Mudança individual e em times e equipes pela empresa Minds at Work.

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